terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Teste de DNA de última geração pode diferenciar gêmeos idênticos

Uma das grandes questões acerca do teste de DNA forense era a sua incapacidade de distinguir o DNA de gêmeos idênticos sendo estes apenas distinguíveis pela impressão datiloscópica. Bom, pelo menos até meados de 2014 era isso que se conhecia.



Um novo teste de DNA utilizando sequenciadores de última geração foi desenvolvido na Alemanha e promete solucionar casos criminais em que há irmãos gêmeos como suspeitos. O teste tem como alvo não a presença de sequências repetidas como no teste tradicional de DNA (marcadores STRs) mas, sim, mutações que ocorrem em um único nucleotídeo. Considerando que as mutações ocorrem aleatoriamente no genoma, até mesmo gêmeos idênticos irão ter variações na localização dessas mutações.



O cientista que desenvolveu o teste, Burkhard Rolf,  que trabalha para a empresa Eurofins Scientific, em seu artigo publicado na revista Forensic Science International: Genetics, conseguiu identificar positivamente qual dos irmãos gêmeos era o verdadeiro pai de uma criança.
O trabalho de imediato chamou a atenção das autoridades que passaram a enviar evidências para serem analisadas. Um  caso está prestes a ser julgado com base na nova técnica pela primeira vez.


O caso dos Gêmeos Dwayne e Dwigth


Em 2004, duas jovens foram raptadas por homens armados enquanto caminhava para casa, perto de Boston à noite. Os crimes aconteceram em um intervalo de oito dias, mas o padrão foi o mesmo: As mulheres foram empurradas para um carro por dois homens munidos de pistola, conduzidas para um local diferente, e estupradas. Durante a coleta de suas roupas, a segunda vítima conseguiu agarrar o preservativo que um dos homens havia usado; ela escondeu-o no bolso, e transformou-o em prova.
Um dos dois homens envolvidos confessou os ataques em 2012. O outro permaneceu em silêncio. A polícia tinha um suspeito, mas não conseguiram ligar o crime a ele devido ao fator genético: Ele tinha um irmão gêmeo idêntico, e o DNA do preservativo combinava com ambos os irmãos. Mas agora, uma década depois os assaltos, os cientistas desenvolveram um teste genético que podem distinguir entre gêmeos idênticos, e que pode ser usada no processo pela primeira vez.
 
O segundo suspeito é de Dwayne McNair de 33 anos de idade. Em setembro, McNair foi indiciado por oito acusações de violação agravada e duas acusações de assalto à mão armada , decorrentes das duas agressões sexuais.
Os resultados do teste realizado indicaram que a probabilidade da fonte do DNA recuperado na cena do Crime pertencer a Dwayne McNair era de 2 bilhões de vezes maior que seu irmão gêmeo.

O teste será admissível no Tribunal?


Uma audiência preliminar foi marcada para decidir se o teste será aceito ou não. Até lá, há os que defendem o teste dizendo ser confiável, com utilização de sequenciamento genético consolidado, com baixo risco de erro se práticas laboratoriais adequadas forem  adotadas. Entretanto, o teste não funciona muito bem com amostras de sangue uma vez que os irmãos compartilham as células sanguíneas desde o seu desenvolvimento embrionário até mesmo depois de adultos.




Fonte: http://www.wired.com/2014/12/genetic-test-distinguishes-identical-twins-may-used-court-first-time/
           http://www.nytimes.com/2014/09/16/us/new-dna-test-sought-in-identical-twins-rape-case.html?_r=0
          Artigo científico completo

 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Micróbios podem ajudar a identificar criminosos sexuais



Um novo estudo sugere a possibilidade de uma nova alternativa ao teste de DNA humano. Comunidades microbianas que vivem nos pelos pubianos podem ser utilizados para traçar um perfil criminoso. O estudo se baseia na transferência de bactérias entre  a vítima e o criminoso durante o ato libidinoso e em casos em que não há evidência de DNA para ser recuperado.
De fato, diferentes comunidades microbianas vivem em diferentes áreas do nosso corpo. Por exemplo, nosso trato intestinal abriga uma microbiota que auxilia na digestão de alimentos, enquanto a pele abriga bactérias e fungos que ajudam na proteção contra infecção.
Embora nós compartilhamos alguns micróbios com nossos amigos, parentes e vizinhos, há diferenças significativas entre as comunidades microbianas de cada pessoa. Os cientistas, portanto, podem estabelecer um perfil bacteriano único para cada pessoa.
Durante o estudo foram coletadas amostras dos cabelos dos escalpos e dos pêlos pubianos de 7 pessoas, 3 homens e 4 mulheres, sendo que dois eram casais. Os resultados mostraram que a comunidade bacteriana nos pêlos pubianos eram que apresentaram a maior diversidade de variedades e, ainda, que cada pessoa tinha um perfil distinto de bactérias.
Embora o perfil bacteriano tenha se mantido distinto entre os indivíduos durante os 5 meses de avaliação, em um dado momento observou-se que um dos casais apresentavam mais semelhanças. Isto porque eles tinham mantido relações sexuais 18 horas antes da coleta do material!!!!! Assim ficou comprovado mais uma vez a regra máxima do pai da criminalística Edmond Locard, "cada contato deixa uma marca" ou no caso, uma comunidade de bactérias.

Fonte:http://www.medicaldaily.com/forensic-science-update-microbes-may-help-link-predator-sexual-assault-absence-dna-314448

Artigo Tridico SR, Murray DC, Addison J, et al. Metagenomic Analyses of Bacteria on Human Hairs: A qualitative assessment for applications in forensic science. Investigative Genetics. 2014.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Nova aplicação de Luz Ultra violeta (UV) permite visualizar hematomas em vítimas de violência doméstica.

O uso de Luz UV em cenas crimes tem sido largamente utilizado seja para melhorar a visualização de determinada impressão latente como para pesquisa de fluídos biológicos. Porém, uma nova aplicação tem sido conduzida. Trata-se do uso da luz UV para visualizar hematomas que são invisíveis ao olho nu.
Em um centro médico na cidade de Kansas nos EUA enfermeiras estão utilizando a luz UV para este propósito. Dessa forma estão aptas a registrar  e confirmar vítimas de violência doméstica. A luz UV por ter comprimento de onda menor apresenta a propriedade de penetrar mais profundamente na pele revelando ferimentos provocados por contusão. Outra aplicação possível é a pesquisa por microcontusões relacionadas ao estrangulamento.

Exemplo do uso da Luz UV: ajuda a visualizar os ferimentos consistentes com marcas de mordida.

Aliado a isto o uso da Luz UV pode revelar contusões também em crianças e idosos vítimas de maus tratos.

Contusões ou hematomas ocorrem quando vasos sanguíneos sob a pele se rompem em consequência de torção, pancada ou queda. O sangue inunda os tecidos adjacentes provocando a formação do espectro equimótico, ou seja, alterações cromáticas visíveis na pele que vão do roxo, azul, verde e por fim amarelado.




Fonte: http://www.kmbc.com/news/nurses-use-uv-light-to-help-find-evidence-in-violence-cases/27480046
           http://www.webmd.com/skin-problems-and-treatments/bruise-contusion-of-the-skin
           http://archpedi.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=191638

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Eletroplessão e as diversas formas de morrer eletrocutado.

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Eletroplessão é a morte provocada pela exposição do corpo a uma carga letal de energia elétrica de forma acidental. Pode ocorrer em alta tensão (raios e fios de distribuição) ou baixa tensão (meno de 600 volts), neste caso em poças de água ou roupa molhada. Uma série de imagens mostram como podemos ter uma morte horrível por causa da eletricidade e servem como aviso aos perigos cotidianos que podemos sofrer diante desta ameaça invisível. Ao todo são 30 formas de morrer eletrocutado algumas até cômicas. Só clicar no Link abaixo:


Os efeitos estimados da corrente elétrica contínua de 60 Hertz, no organismo humano, podem ser resumidos na tabela que se segue:
EFEITOS ESTIMADOS DA ELETRICIDADE
CORRENTECONSEQUÊNCIA
1 mAApenas perceptível
10 mA"Agarra" a mão
16 mAMáxima tolerável
20 mAParada respiratória
100 mAAtaque cardíaco
2 AParada cardíaca
3 AValor mortal
O choque elétrico é causado por uma corrente elétrica que passa através do corpo humano ou de um animal qualquer. O pior choque é aquele que se origina quando uma corrente elétrica entra pela mão da pessoa e sai pela outra. Nesse caso, atravessando o tórax, ela tem grande chance de afetar o coração e a respiração. Se fizerem parte do circuito elétrico o dedo polegar e o dedo indicador de uma mão, ou uma mão e um pé, o risco é menor. O valor mínimo de corrente que uma pessoa pode perceber é 1 mA. Com uma corrente de 10 mA, a pessoa perde o controle dos músculos, sendo difícil abrir as mãos para se livrar do contato. O valor mortal está compreendido entre 10 mA e 3 A.

A pele humana é um bom isolante e apresenta, quando seca, uma resistência à passagem da corrente elétrica de 100.000 Ohms. Quando molhada, porém, essa resistência cai para apenas 1.000 Ohms. A energia elétrica de alta voltagem, rapidamente rompe a pele, reduzindo a resistência do corpo para apenas 500 Ohms. Veja estes exemplos numéricos: os 2 primeiros casos, referem-se à baixa voltagem (corrente de 120 volts) e o terceiro, à alta voltagem:

a) Corpo seco: 120 volts/100000 ohms = 0,0012 A = 1,2 mA (o indivíduo leva apenas um leve choque)
b) Corpo molhado: 120 volts/1000 ohms = 0,12 A = 120 mA (suficiente para provocar um ataque cardíaco)
c) Pele rompida: 1000 volts/500 ohms = 2 A (parada cardíaca e sérios danos aos órgãos internos).

Além da intensidade da corrente elétrica, o caminho percorrido pela eletricidade ao longo do corpo (do ponto onde entra até o ponto onde ela sai) e a duração do choque, são os responsáveis pela extensão e gravidade das lesões.

 Fonte: Wikipedia     
                http://uhull.virgula.uol.com.br/09/15/30-formas-de-morrer-eletrocutado/
               http://latrola.net/blok/30-formas-de-morir-electrocutado-riesgo-en-imagenes
               http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/eletric.htm

segunda-feira, 17 de março de 2014

Crescimento de cabelo e barba após a morte! Mito ou Verdade??

Um dos mitos mais difundidos sobre o corpo humano é aquele que faz referência ao crescimento de pelos e cabelos após a morte de um indivíduo. Mesmo entre os profissionais das áreas da saúde e biológicas esta informação é dita como verdade. Abaixo estão vídeos que abordam este curioso se, não, intrigante acontecimento. 



Como dito pelo Prof. António Vaz Carneiro, os pelos não crescem após a morte mas, sim, são expostas as parte mais profundas dos mesmos devido a desidratação do tecido orgânico em sua volta.

DNA forense

Curso online de DNA Forense

Perícia Criminal

Curso online de Perícias Criminais